Flashes do Benfeitor

" Amor! Sentimento poderoso, força criadora...sois a alma da vida, porque vindes de Deus.
Senhor! Senhor! Que grande culpado fui na minha precedente existência! Certo estou de ter vivido ontem e de que viverei amanhã, pois de outro modo não posso explicar a constante contrariedade do meu viver."


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A obsessão espiritual

A obsessão espiritual PDF Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Lourenço

Ativando o eixo hipotálamo, hipófise e a glândula supra-renal

“O Espírito humano desencarnado, erguido ao novo estado de consciência, começa a elaborar recursos magnéticos diferenciados, condizentes com os impositivos da própria sustentação, tanto quanto, no corpo terrestre, aprendeu a criar, por automatismos, as enzimas e os hormônios que lhe asseguravam o equilíbrio biológico, e, impressionando o paciente que explora, muitas vezes com a melhor intenção, subjuga-lhe o campo mental, impondo-lhe ao centro coronário a substância dos próprios pensamentos, que a vítima passa acolher qual se fossem os seus próprios"...

Há um ditado popular muito antigo que diz: "Me diga com quem tu andas e eu ti direis quem tu és". As nossas companhias, hábitos e condicionamentos, indicam as nossas tendências, as nossas preferências e a forma de vida que gostamos de levar.
As afinidades se atraem com uma perfeita sintonia. Amigos que compartilham das mesmas experiências, mulheres que se entrelaçam na mesma rotina, homens que se afinizam pelos mesmos gostos e práticas, procurando saciar sua sede instintiva em ambientes sedutores.
Enfim, homens e mulheres, buscam aquilo que gostam de fazer, sintonizando-se com as mentes desencarnadas como hipnose profunda. Viram parceiros íntimos que se ligam uns aos outros pelos pensamentos, sentimentos e gostos. O algoz acopla-se na vítima por cordões fluídicos sutis, invadindo o corpo espiritual do indivíduo, despeja todo o seu comando mental em forma pensamento por neurônios perispirituais.
Estes chegam à glândula pineal física da vítima em forma de ondas impregnadas de sentimentos inferiores (de ódio, de ira e a falta do perdão) e com pensamentos (de vingança, de orgulho e de maldade), anulando a fabricação de seretonina no organismo físico (o hormônio que nos gera o bem estar).
A mediunidade sendo um atributo natural e biológico do ser humano capta o campo eletromagnético do desencarnado pela sintonia vibratória (emitente e receptor).
Exatamente como ocorre com a pedra galena (que recebe as ondas emissoras de acordo com a faixa em que emite), a pineal também faz a mesma função desta pedra, esta glândula é um aparelho de alta sensibilidade transformando as ondas recebidas em estímulos eletroneuroquímicos.
Estas ondas espirituais maléficas mexem com o sistema autônomo da vítima, com descargas elétricas de altas doses de adrenalina, acelerando o ritmo cardíaco e aumentando a pressão arterial. A vítima, por afinidade acata como se fosse seu este pensamento, então, ordena aos sentidos físicos registrarem e produzirem todos estes hormônios em abundância.
Desgastando e enfraquecendo a vítima, subjuga-lhe a casa mental, aprisionando o ser atordoado num emaranhado de transtornos mentais. Sendo alvo de vexames escandalosos, se desmontam no ridículo, tornando-se vítimas dos próprios hábitos, pensamentos e sentimentos.
Por este mesmo eixo que coordena e mantém a manutenção do corpo físico, os obsessores atuam desorganizando as engrenagens da máquina física.
Comandando as funções do hipotálamo e tálamo via neurônios, ordenando os nervos simpáticos e parassimpáticos sobre influência mental automática. A ordenação de aceleração (fabricação de hormônios) e desaceleração, em ritmo frenético leva o indivíduo às raias da loucura. As glândulas supra-renais, também, são vítimas de espíritos vampirizadores. Quando a ligação se faz no chakra esplênico, esgotam a vitalidade do indivíduo sugando-lhe os hormônios indispensáveis à vida.
A vítima vai definhando pelo descontrole do seu metabolismo interno, além da irritação do órgão, causa uma superprodução de adrenalina, pelo simples fato do obsessor deixar sua vítima constantemente em estado de alerta, deixando-o em pânico e angustiado. Cria-se uma batalha íntima, então, quando o ser já está com os nervos em frangalhos, perde o comando da própria consciência (córtex frontal) que controla as regiões sensíveis do centro coronário. Pois, é lá que se encontra o governo das excitações motoras e reflexos da alma (diencéfalo).
Assim, vemos as doenças geradas pelas obsessões, a guerra dos pensamentos negativos, a ansiedade devorando o íntimo, o nervosismo a flor da pele, a fadiga excessiva, o abatimento mórbido e a falta de vontade para reagir, são as batalhas a serem vencidas.
Geram também, os famosos transtornos como: a depressão que traz a insatisfação na alma, a síndrome do pânico que deixa em regime de medo e o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) que se prende a manias e fobias, escravizando o ser em rituais paranóicos e bizarros.
Os irmãos desencarnados, presos ainda à matéria grosseira, se alimentam através dos seus afins com aquilo que deixaram na terra. O planeta encontra-se povoado destas almas que não conseguiram entender a mensagem do Cristo.
A grande maioria dos encarnados servem de instrumento destes espíritos pela simbiose espiritual, a saciar os prazeres deixados na terra e que agora compartilham pelas afinidades.
Somos sempre responsáveis por nossa casa mental. Se existe a obsessão é porque houve a permissão e aceitação da nossa parte. Nenhum obsessor coloca uma idéia em nossa mente se não tiver a reciprocidade. Assumir o que é, procurando se melhorar, aceitar a condição sem acomodar-se, esforçar-se na conduta reta procurando sempre se colocar no lugar do próximo, são procedimentos positivos de controle e comando da vida, nesta nova existência, para avançar no caminho da evolução.
Amar a si mesmo e conseqüentemente amar o seu próximo, fazendo a ele o que gostaríamos de receber, principalmente, a prática da caridade, é a prevenção contra a auto-obsessão e a obsessão espiritual.

“Questão: 281 - Por que os Espíritos inferiores se comprazem em nos levar ao mal?
- Por inveja de não terem mérito de estarem entre os bons. Seu desejo é impedirem, o quanto possam, os Espíritos inexperientes de alcançarem o bem supremo; querem que os outros experimentem aquilo que eles mesmos experimentam. Não vedes o mesmo entre vós?”
“O Livro dos Espíritos”
(Allan Kardec)

http://seareirosdejesus.com.br/cms/index.php?option=com_content&task=view&id=350&Itemid=32

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mentes Superdotadas

Mentes Superdotadas

José Geraldo Carvalho

Na grande e próspera Siracusa, antiga cidade grega na Sicília, o sábio Arquimedes cria bases de uma incrível revolução científica. Desenvolve a matemática e descobre como utilizar as leis da física em benefício da cidadania. Suas invenções de guerra protegem seu povo contra invasões das tropas inimigas.

O francês Blaise Pascal, cientista, escritor e filósofo, surpreende os homens de seu tempo ao construir a primeira calculadora mecânica e ao enxergar, no distante futuro, a revolução dos computadores.

Albert Einstein, famoso físico e matemático alemão, criador da teoria da relatividade, revolucionou o conhecimento científico no início do século vinte e era portador de uma inteligência extraordinária. Seu cérebro, conservado, é até hoje estudado pelos maiores nomes na área neurológica de nosso tempo.

O grande Mozart, aos dois anos de idade tocou violino, aos quatro escreveu sua primeira sonata e aos sete sua primeira ópera.

Para não citar casos mais recentes, como o coreano Kim Ong Dyongh, que segundo, Paulo Daltro de Oliveira, autor do livro "A Luz Dissipa as Trevas", em 1962, aos dois meses de idade começou a falar, aos quatro meses andou, aos sete escrevia, aos nove publicou um livro de poemas, aos seis anos ingressou na Universidade de Seul e aos dez anos recebeu o título de doutor "Honoris causa" em química e hoje, é um notável matemático especializado em cálculo diferencial e espacial.

Qual a causa de mentes tão privilegiadas, em detrimento de bilhões de outras que ante estes cérebros parecem pertencer a um mundo primitivo? Diriam uns que seriam o número de neurônios, mas a ciência nos mostra que temos todos cerca de 100 bilhões deles, inclusive os superdotados. A diferença de uma pessoa comum e outra superdotada, estaria não no número de neurônios, mas na capacidade e na complexidade das conexões cerebrais, chamadas "sinapses".

Sabemos que uma pessoa estimulada no desenvolvimento de sua inteligência, desde a infância apresenta melhores condições de raciocínio. O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), estima que 1% da população escolar (algo em torno de 380.000 crianças), seriam superdotadas.

Em geral, apresentam dons específicos para matemática, música ou idiomas estrangeiros. A criança aprende rápido a ler, chama a atenção pela capacidade de argumentação, pela memória excepcional, pela atenção e pela curiosidade incomuns e raciocínio ágil, que são características marcantes destas mentes.

Diríamos então que Deus em sua infinita justiça teria errado ao produzir estes seres tão capacitados, impedindo a maioria de seus filhos possuir mentes evoluídas levando-se em conta a condição humana. Somente o Espiritismo poderia lançar luzes sobre esta questão.

Kardec, no livro "A Gênese", nos diz o seguinte sobre os homens de gênio: “...Pertencem, realmente, à Humanidade, uma vez que nascem, vivem e morrem como nós. Onde, pois, haurem esses conhecimentos que não puderam adquirir em sua vida? Dir-se-á, como os materialistas, que o acaso lhes deu a matéria cerebral em maior quantidade, e de melhor quantidade?...A única solução racional desse problema está na preexistência da alma e na pluralidade das existências. O homem de gênio é um espírito que viveu por mais tempo; que por conseqüência, mais adquiriu e progrediu mais do que aqueles que estão menos avançados. Em se encarnando traz o que sabe, e, como sabe muito mais do que os outros sem ter necessidade de aprender, é o que se chama um homem de gênio. Mas o que sabe não deixa de ser fruto de um trabalho anterior, e não o resultado de um privilégio...”.

Muitos poderão, a esta altura, estar perguntando-se sobre aquelas inteligências que acabam levando destruição e sofrimento à humanidade,e que nós conhecemos ao longo de nossa história. Gostaríamos de esclarecer que, pelo que entendemos, Kardec chama de "homem de gênio", aquele que, quando encarnado, é provido de facilidades no raciocínio, ou seja, o organismo não oferece tanta resistência às aptidões anteriores e que se volta para a descoberta de algo que faça avançar a humanidade.

Enfim, pelo que podemos deduzir, se somente no Brasil existem tantos espíritos com características de um superdotado, talvez um investimento maciço em educação, por parte de toda sociedade constituída, proporcionaria, ainda nesta encarnação, divisarmos o limiar do mundo de regeneração tão comentado por nós espíritas. Permitindo que mentes com experiências, se manifeste em nosso meio, estaríamos no mínimo mostrando a nós mesmos que estamos começando a descer do pedestal que montamos ao longo de nossa caminhada evolutiva, baseados sobre a areia do tempo.

(Artigo originalmente publicado no Informativo Peixinho Vermelho n. 53 em 31/10/2003 e reproduzido com autorização do Centro Espírita Seareiros de Jesus)

sábado, 27 de novembro de 2010

DE MÉDICOS E MÉDIUNS: MEDICINA, ESPIRITISMO E LOUCURA

Tese de Doutorado

JABERT, Alexander. De Médicos e Médiuns: Medicina, Espiritismo e
Loucura no Brasil da primeira metade do século XX. Tese (Doutorado em
História das Ciências e da Saúde) – Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Rio
de Janeiro, 2008. 308p.

Texto Completo:

http://www.fiocruz.br/ppghcs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=21

http://www.fiocruz.br/ppghcs/media/tesealexanderjabert%20.pdf

domingo, 21 de novembro de 2010

Mistificação e mediunidade

MISTIFICAÇÃO e mediunidade

“Não vá atrás de pessoas que dizem: você é médium!"

DIVALDO PEREIRA FRANCO

Não vamos atrás dessas pessoas que dizem: você é médium! Tudo isso é mistificação. Como a pessoa pode saber se a outra é médium? Não tem nenhum sinal exterior. Tudo isso é fantasia. Precisamos acabar com muita fantasia e muita mistificação que anda denegrindo o bom nome da mediunidade e do Espiritismo. A pessoa vira para nós e nos diz: "Você tem tanto número de obsessores". Como contou? Ou dizem:" Você tem três obsessores". Como é que sabe? Está no ônibus, na rua olha para nós e dizem que estamos muito carregados. Como é que sabe? São fantasias de pessoas supersticiosas e astutas para nos impressionarem. E o pior é que alguns de nós adoramos essas pessoas. A Doutrina nos ensina corretamente e nós não gostamos. Mas a essas fantasias nós damos guarida. Não há sinais exteriores de mediunidade. Só a pessoa é que sabe se é ou se não é médium. Se sente a presença dos espíritos, é médium. Se não sente, não é médium. As vezes me perguntam: "Eu sou médium?" Então respondo que não sei. A verdade é que algumas pessoas com astúcia, levam tudo para o campo da mediunidade. Dizem que sofrem muita dor de cabeça. Mas pode ser uma enxaqueca, um problema orgânico qualquer. Temos corpo e por isso há problemas orgânicos que nada tem há ver com mediunidade ou com obsessão. No entanto, muita gente por precipitação e ignorância espírita, dizem que se trata de mediunidade e tem que desenvolver. Desenvolva o que for, mas se tiver um problema orgânico continuará a ter dor de cabeça. Afinal, médium também tem dor de cabeça... Chico Xavier tinha dor de cabeça de chorar. Ivone Pereira tinha dor de cabeça ao ponto de desmaiar. Nada há ver com mediunidade. Era uma disfunção orgânica. Vai ao médico, toma remédio e fica bom. Necessitamos usar o bom-senso para acabar com essas fraudes. Quanta gente decepcionada com a mediunidade porque no começo acredita nessas pessoas, se deixa envolver e mais tarde constata com um analgésico – que não afasta obsessores – que era um fenômeno do corpo. Isso não quer dizer que os espíritos obsessores, a seu turno, não nos provoquem essa sensação. Há sensações de dor de cabeça que são de natureza mediúnica. Mas isso não quer dizer que todas as sensações sejam sinal de mediunidade. Portanto, não nos deixemos ludibriar pelos astutos.
Cuidados com os Super-Médiuns
Assim, quando alguém nos disser que temos tanto número de obsessores, perguntemos como é que ela sabe. Como viu. Ninguém vê obsessor assim. Há muita fantasia na vidência. Tenho ouvido coisas de estarrecer. Pessoas que ficaram super-médiuns da noite para o dia. Pergunto-me a quem a pessoa quer enganar... Só pode ser a si mesma! Os espíritos estão noutra dimensão. A visão é muito etérea. Tenho ouvido as pessoas dizerem que espírito tal fica comigo várias horas. Isso se dá porque são espíritos do mesmo nível. É um espírito inferior. Pode ser a mais elevada cultura da Terra, mas não é moralizada. É um espírito inferior desocupado. Outros dizem que viram um número tal de espíritos. Mas eles não ficam parados para que fotografemos. Eles aparecem como flash, como relâmpagos que a pessoa percebe-os ou não. Mas não dá tempo para contar um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez... Então devemos acabar com essas fantasias de ser médium em ponto de ônibus, em festas...
Vulgarização da mediunidade
Devemos dar a mediunidade uma dignidade, pois está tão barateada, tão vulgar. E a medida que a televisão vai popularizando, o fenômeno vai ficando tão ridículo. Perdendo as características de nobreza, de sensatez, de pudor, que deve revestir a mediunidade.Do contrário, seremos em breve, um bando de pessoas esquisitas, aderindo às posturas ridículas de perturbações, de esquisitices, a ponto de se dizer que a mediunidade tem um grande contingente homossexual. Isso são teorias psicopatas, de pessoas aturdidas. Os grandes médiuns da humanidade, na área masculina ou feminina, foram de uma sexualidade muito bem organizada. Os que têm distúrbios de comportamento estão nas mãos dos obsessores. Entraram em sintonia. Não é um problema da mediunidade. É um problema de comportamento moral. Isso é uma área de dignidade humana. A mediunidade, pelo contrário, exige um alto comportamento ético. Assim, não nos deixemos ludibriar pelas novidades e observemos Allan Kardec.
Como ajudar aqueles que estão com problemas espirituais?
Dizer ao obsedado que está sob injunção da obsessão. Nada de panos quentes, de medos, mistérios para que ele não venha a saber. Muita gente não deseja que ele saiba, mas eles não podem tomar o remédio por eles. Alegam que eles não acreditam. Então, sendo assim, ficarão perturbados até acreditar. Não há pressa. Nós não devemos ter a preocupação de fazer que os outros acreditem, pois eles irão morrer um dia e passarão a crer. Devemos ser leais com o obsedado dizendo-lhe que está sob influenciação inferior e, na condição de terapeutas, digamos-lhe o que deve fazer. Mas que deve fazer se desejar fazer. A pessoa não querendo ficar boa, não iremos ficar bons por elas. Cada qual tem que resolver o seu problema. A nossa conduta é ser coerente. Despertar o paciente dizendo-lhe o que deve realizar para alcançar a libertação e não nos envolvermos emocionalmente, pois a dívida é dele. Agir com o intelecto. A nossa emoção e o amor ajudam. Mas a dívida é da pessoa”.
Médium completo
Cada tipo de mediunidade é uma especificidade. Daí também ninguém ser o médium total em ter todas as faculdades. Isso é fantasia. Tem sim, pródromos. Quando a mediunidade começa, ela tem uma polivalência de fenômenos. Então os mentores e técnicos da mediunidade do mundo espiritual, elegem um tipo especial que lhe constitui a qualidade específica. As outras faculdades ficam em plano secundário como equipamento de ajuda do próprio médium. Chico Xavier tinha como sua mediunidade a psicografia, pois veio com a tarefa do livro. A clarividência, os fenômenos físicos, os fenômenos terapêuticos eram acessórios. Ele, por sabedoria, dedicou a vida à psicografia. Mas ele via, ouvia, mas não faziam parte do seu programa iluminativo. Ninguém pode ser detentor de tudo. Daí a especificidade, a qualificação ser uma exigência em todos os campos da vida. Na mediunidade também. (fonte: Seminário "Segurança mediúnica 2")


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domingo, 14 de novembro de 2010

Destino

Destino

Ricardo Di Bernardi

O destino se constrói a cada momento de nossa existência. Se é verdade que hoje navegamos pelo rio da vida com a canoa que construímos com os golpes do machado de nossos próprios atos, também é verdade que nos cabe remar no sentido que desejamos e sujeitando-nos a avançar lenta ou velozmente no rumo a ser alcançado. A cada instante reforçamos os mantimentos de nossa bagagem pelo apoio de corações amigos que promovem amparo fraternal. Nosso livre arbítrio nos permite, a todo momento, jogar para fora do barco o lastro excessivo das pedras da culpa que imaturamente juntamos no decorrer de nossa jornada. O esforço próprio para vencer a correnteza das adversidades da existência, leva-nos a escolher os afluentes de águas menos caudalosas, embora de percurso mais longo, Sem as surpresas dos rochedos ocultos que desafiam nossa visão limitada. O equipamento de bordo é fruto das nossas possibilidades, entretanto, a direção do barco da vida depende de nós.

Não há carma estático. A idéia de que o destino já está indelevelmente traçado existe nas estreitas mentes que se espremem no desfiladeiro limitado pelas muralhas pétreas da rigidez de percepção. O carma é dinâmico e sofre modificação a cada pensamento nosso. Quando pensamos, ocorre movimentação de energias, emissão de ondas e criação de situações atenuantes ou agravantes aos problemas. É verdade que somos peixes livres no aquário da vida. No entanto, estamos limitados as quatro paredes envidraçadas que correspondem aos pontos cardeais de nossa dimensão física; livres apenas no espaço dimensional que conhecemos, porém mergulhados em outros espaços que não percebemos.

Na trajetória da vida, os atos construtivos e amorosos além de conquistar a simpatia e o amparo ao nosso redor, geram vórtices energéticos superiores em nossa estrutura espiritual. A presença destas energias sutis suavizam acentuadamente nossas desarmonias energéticas, bem como reduzem nossas tendências a determinadas situações de desequilíbrio e sofrimento.

No trânsito pelo campo da vida podemos, a cada momento, espargir as sementes do amor que celeremente desabrocham nas flores perfumadas do companheirismo , em criaturas que amadurecem como frutos saborosos da solidariedade humana.

O carma, ou o DESTINO, devem ser compreendidos sempre como uma tendência a determinadas situações decorrentes de nossa natureza psíquica, a qual foi elaborada nas múltiplas existências. Nada impede que lutemos contra elas, ao contrário, mentores espirituais nos amparam constantemente infundindo força para vencermos, evitando, muitas vezes, sofrimentos desnecessários.

http://www.ieja.org/portugues/Estudos/p_artigosdou.htm

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Vidência

Carlos Bernardo Oliveira
Allan Kardec recomenda provas positivas aos médiuns videntes.

Segundo Allan Kardec, os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado ao sonambulismo. Incluem-se na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de dupla vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência.
O médium vidente acredita ver pelos olhos, como os que têm dupla vista, mas na realidade é a alma que vê, e por essa razão eles tanto vêem com os olhos abertos ou fechados.
Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver Espíritos. As primeiras ocorrem com mais freqüência no momento da morte de pessoas amadas ou conhecidas que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. Há numerosos exemplos de casos dessa espécie, sem falar das ocorrências de visões durante o sono. De outras vezes são parentes ou amigos que, embora mortos há muito tempo, aparecem para nos avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda - é sempre a execução de um serviço que ele não pôde fazer em vida ou o socorro das preces.
Essas aparições constituem fatos isolados, tendo um caráter individual e pessoal. Não constituem, pois, uma faculdade propriamente dita. A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos freqüente, de ver os Espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos. É esta faculdade que define o médium vidente.
Entre os médiuns videntes há os que vêem somente os Espíritos evocados, podendo descrevê-los com minuciosa exatidão. Conseguem descrevê-los nos menores detalhes dos seus gestos, da expressão fisionômica, os traços característicos do rosto, as roupas e até mesmo os sentimentos que revelam. Há outros que possuem a faculdade em sentido mais geral, vendo toda a população espírita do ambiente ir e, poder-se-ia dizer, entregue a seus afazeres.
Kardec, ainda em "O LIVRO DOS MÉDIUNS", relata o seguinte e singular episódio:
Assistimos, certa noite, à representação da ópera Óberon ao lado de um excelente médium vidente. Havia no salão grande número de lugares vazios, mas muitos estavam ocupados por Espíritos que pareciam escutar as suas conversas. No palco se passava outra cena; por trás dos atores muitos Espíritos joviais se divertiam em contracená-los, imitando-lhes os gestos de maneira grotesca. Outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores, esforçando-se por lhes dar mais energia. Um desses mantinha-se junto a uma das principais cantoras. Julgamos as suas intenções um tanto levianas e o evocamos após o baixar das cortinas. Atendeu-nos e reprovou o nosso julgamento temerário. - Não sou o que pensas - disse -sou o seu guia protetor; cabe-me dirigi-la. Após alguns minutos de conversação bastante séria, deixou-nos dizendo: -Adeus. Ela está no seu camarim e preciso velar por ela;
Evocamos depois o Espírito de Weber, autor da peça, e lhe perguntamos o que achava da representação. - Não foi muito má - respondeu -, mas fraca. Os atores cantam, eis tudo. Faltou inspiração. Espera - acrescentou - vou tentar insuflar-lhes um pouco do fogo sagrado! Vimo-lo, então, sobre o palco, palrando acima dos atores. Um eflúvio parecia se derramar dele para os intérpretes, espalhando-se sobre eles. Nesse momento verificou-se entre eles uma visível recrudescência da energia.
Kardec conta, em seguida, outro caso:
Assistíamos a uma representação teatral com outro médium vidente. Conversando com um Espírito espectador, disse-nos ele: - Estás vendo aquelas duas senhoras sozinhas num camarote de primeira? Pois bem, vou me esforçar para tirá-las do salão. Dito isso, dirigiu-se ao camarote das senhoras e começou a falar-lhes. Súbito as duas, que estavam muito atentas ao espetáculo, se entreolharam, parecendo consultar-se, e a seguir se foram, não voltando mais. O Espírito nos fez, então, um gesto gaiato, significando que cumprira a palavra. Mas não o pudemos rever para pedir-lhe maiores explicações.
Muitas vezes somos assim testemunhas (visuais) do papel que os Espíritos exercem entre os vivos. Observamo-los em diversos lugares de reunião: em bailes, concertos, sermões, funerais, núpcias etc., e em toda parte os encontramos atiçando as más paixões, insuflando a discórdia, excitando as rixas, motivando os apetites sexuais e rejubilando-se com suas proezas. Outros, pelo contrário, combatem essa influência perniciosa, mas só raramente são ouvidos... A faculdade de ver os Espíritos é uma dessas faculdades cujo desenvolvimento deve processar-se naturalmente, sem que se provoque.
Os médiuns videntes, finaliza Kardec, são raros e deve-se ter muitas razões para submetê-los ao crivo da observação. E prudente não lhes dar fé senão mediante provas positivas. Não nos referimos - sentencia Kardec - aos que alimentam a ridícula ilusão dos Espíritos-glóbulos.
  1. A vidência propriamente dita independe dos olhos material, porque é uma visão anímica, a alma vê fora do corpo. É o que a Parapsicologia chama de percepção extrasensorial'. A dupla vista se manifesta sempre como um desdobramento da visão norma.
  2. O exame de alguns efeitos óticos deram origem ao estranho sistema dos Espíritos-glóbulos. Esses efeitos óticos são considerados, por algumas pessoas, Espíritos. Afirmam que eles as acompanham: vão para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo, conforme elas movem a cabeça.
Salvador, BA - Publicado na Revista Internacional de Espiritismo - O Clarim - Junho 1998

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Semana Nacional de Arte Espírita movimenta o país nesse mês de outubro

Se o momento é de grandes vôos para a temática espírita no cinema, a Semana Nacional de Arte Espírita chega para ampliar ainda mais os horizontes, mostrando a força da influência que o Espiritismo tem a exercer sobre todas as expressões artísticas.

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De 16 a 24 de outubro, centenas de artistas espíritas se mobilizarão do Piauí a Santa Catarina em torno de shows, apresentações, exposições, seminários, festivais, encontros, debates e palestras que vão sensibilizar o público para o papel da Arte na espiritualização do homem e da sociedade. Ao todo, cerca de uma centena de atividades diferentes serão realizadas ao longo de nove dias em 11 estados e também no Distrito Federal.
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“Nós queremos chamar a atenção da sociedade em geral para a existência de um movimento artístico espírita de qualidade, além de promover uma grande divulgação dos trabalhos desenvolvidos sob a coordenação da Abrarte por esse movimento, que mesmo entre os espíritas ainda é pouco conhecido”, explica Rogério Silva, presidente da Associação Brasileira de Artistas Espíritas (ABRARTE), entidade que coordena a Semana Nacional de Arte Espírita.
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Mais informações e a completa programação da Semana Nacional de Arte Espírita, você encontra no site da Abrarte: www.abrarte.org.br
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Fonte: Espiritismo.net



sábado, 2 de outubro de 2010

Há espíritos nos embriões congelados?

Células-tronco embrionárias PDF Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Lourenço
“Há Espíritos nestes embriões congelados?”
Há uma acalorada discussão entre religião e ciência nas experiências realizadas com células-tronco embrionárias, sabe-se por intermédio do Espírito de Verdade que a vida começa na concepção, o espírito se liga ao corpo desde o ato em si e o aborto causado em qualquer fase de gestação é considerado uma transgressão as leis divinas.
A visão que tem a religião sobre este fato é diferente da ciência, não podemos querer que esta mesma ciência tenha a visão igual a da religião.
Deus vê a intenção e não o fato em si, se a ciência no intuito de salvar vidas faz experimentos que aos olhos da religião são condenáveis, devemos analisar como observadores atentos qual é a verdadeira intenção, para não cairmos nas malhas do preconceito implacável.
O codificador da Doutrina Espírita afirma que, a ciência deve levar em conta a espiritualidade, e a religião, deve considerar as leis orgânicas imutáveis da matéria. Mas, como ambas se repeliam mutuamente, seria preciso algo que preenchesse o vazio que ficou entre as duas, um traço de união que está no Espiritismo, no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e as suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis quanto as que regem os movimentos dos astros. Allan Kardec afirma que toda uma revolução moral está se desenvolvendo no mundo sob a ação dos espíritos.
O grande mestre, Allan Kardec, sempre preocupado com a veracidade dos fatos, não hesitou em estudar, questionar e pesquisar, pondo em prática a razão sobre os acontecimentos ocorridos dizendo: “Que a ciência e o espiritismo se completam e necessitam um do outro”, “A ciência e a religião são duas alavancas da inteligência humana”. O espírito Emannuel diz que “Os laboratórios são templos em que a inteligência é concedida ao serviço de Deus”, já André Luis comenta que “o laborioso esforço da ciência é tão sagrado quanto o heroísmo da fé”.
A grande pergunta que todos nos fazemos é: “Existe espíritos nestes embriões congelados?” E se existe, quais os danos causados por estas experiências com células-tronco embrionário? O que dizem os médiuns, oradores e alguns escritores de renome sobre estas questões?
Para o escritor e orador José Raul Teixeira, “estes embriões que se encontram em tal situação são ligados a espíritos comprometidos com a lei de “Causa e Efeito”. Evitam renascer para longos períodos de sofrimento, aceitando a punição de total mutismo”. Embora saibamos que eles estejam ligados a estas condições, nada impedem que eles mantenham um certo grau de lucidez, incluindo a mobilidade e a comunicação, a inconsciência só se dará com o avanço da gestação pelo encurtamento dos laços perispirituais.
Outros espíritos disseram que tanto neste caso como nos demais de fertilização em laboratório, os espíritos são ligados aos embriões somente quando do implante ou fixação dos mesmos no útero, embora o momento exato seja variável. Isto evitaria perturbações e frustrações inúteis em muitos candidatos à reencarnação, pelo grande número de descartes, e a perda de tempo dos operadores espirituais. Em apoio a esta tese conta-se com as opiniões do escritor Richard Simonetti e do cientista e pesquisador Henrique Rodrigues.
O espírita Dr. Nubor Orlando Facure, médico especialista em neurologia, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas, e ex-professor titular de neurocirurgia da UNICAMP, pesquisador, escritor e expositor espírita, diz que “aquelas células que repousam congeladas nos laboratórios de fertilização há anos, não agrada a idéia de que ali a espiritualidade permitiria estarem confinados uma legião de espíritos que por alguma razão não teriam merecido reencarnarem”.
O médium Divaldo , diz que “a ciência vai descobrir que essa vida embrionária não é de espontaneidade da matéria, mas sim da presença do Espírito. Ao destruí-los se interrompe uma futura existência, com menos conseqüências negativas, porque os Espíritos que ali se encontram imantados estão também cumprindo um período de provas e essa própria prova é uma maneira de resgatar débitos do passado”.
Todas estas questões conduzem-nos à possibilidade de que Deus, ao permitir a descoberta de tais técnicas, a fim de algum bem, também poderia estar aplicando a Lei de “Causa e Efeito” para muitos espíritos devedores.
Estes espíritos em fase da reencarnação inicial poderiam ser convidados a participarem das experiências para contribuir com o progresso humano e ao mesmo tempo tendo a vida material bloqueada, quitando com isso suas dívidas consciências contraídas em outras existências, obtendo vantagens espirituais dos dois lados; com o possível resgate e com o mérito dos futuros benefícios alcançados por pacientes curados através do processo.
Um grupo de pesquisadores nos EUA conseguiu obter células-tronco a partir de embriões mais jovens do que o usual, num avanço que pode, no futuro, levar à eliminação do dilema ético envolvido na obtenção dessas células.
Nos esforços empregados na identificação de possíveis doenças genéticas em embriões, são extraídas para testes uma a duas células da mórula. Esse procedimento não prejudica o futuro desenvolvimento do indivíduo.
“Como podemos biopsiar de uma a duas células da mórula sem “matar” aquele embrião, surge à perspectiva de podermos vir a estabelecer as linhagens de células-tronco embrionárias a partir das células biopsiadas”, diz Lygia da Veiga Pereira, pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo). “Isso acabaria em definitivo com a polêmica das células-tronco embrionárias”.
Muitos homens estudiosos aliaram a fé com a ciência, sendo que esta ferramenta que comprova e descobre, oferece ao ser humano o conhecimento das leis da natureza concreta.
A ciência gera a investigação metodológica do mundo visível, a fé se desenvolve na confiança e na esperança do nosso criador chamado “Deus”.
A ciência precisa de provas e pesquisas, a fé requer compreensão e benevolência, a ciência exige estudo e prática, a fé exige contemplação, entendimento e movimento.
Há um ponto sutil entre a ciência e a fé, aonde termina o limite estreito da ciência, começa o espaço infindável da fé. O homem da ciência estuda para entender, o homem da fé prática a caridade para desabrochar este sentimento. Ambas se completam e se auxiliam mutuamente.

http://seareirosdejesus.com.br

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Grupo de auto-ajuda para dependentes químicos

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITATERESA D’ÁVILA

Endereço: Rua Gomes de Freitas, 340 – Bairro Jardim Itú Sabará

Horário: Sábados das 9 às 10:30h.

O que é? É um grupo de auto-ajuda para dependentes químicos, que

desejam libertar-se do uso de alguma substância química de abuso lícita ou

ilícita, bem como de auxilio aos familiares e amigos dos dependentes.

Pioneiro, por unir a Doutrina Espírita à metodologia dos grupos de autoajuda

contra a dependência química, como Alcoólicos Anônimos, Amor

Exigente e Al-anon.

A quem se destina? A todos os dependentes químicos e seus familiares

(de qualquer religião).

Onde e como funciona? O grupo reúne-se todas os sábados, na Associação Espírita Teresa d’Ávila, das 9h às

10h30min, sendo que os portões fecham às 9h. Durante a reunião o grupo trabalha sob a forma de depoimentos

pessoais. Os depoimentos visam auxiliar os participantes a entenderem mais sobre essa doença, e ajudar nas

mudanças de atitude necessárias para a recuperação da família adoecida devido a dependência química.

Funciona ininterruptamente durante o ano todo, inclusive em feriados

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